Do abutre as vísceras solapadas,
Pois muito tempo o tédio ruminara,
Exortaram a hóstia inacabada
Que no vil templo Apolo sepultara
E do cume a cósmica visão
Que Helena impingira ao sacripanta
Do dino povo fornica a razão
E a dor semeia, e a desgraça planta
Por mais maldito do medo, o grilhão
Aos torpes sábios a fome arrebata
Quando a virgem do ventre o embrião
Extirpa, descoberta a fronte e a pata,
Enquanto o genocídio ao sacro pão
O profeta ergue e o palhaço mata...
Meu caro, quanta inspiração!
ResponderExcluirA verve é bocageana, pode crer.
Abraços da
Anamaria
li, reli e naum entendi nada. Mas dou o maior apoio.
ResponderExcluirabracao