sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sonetinho Sem Vergonha

Do abutre as vísceras solapadas,
Pois muito tempo o tédio ruminara,
Exortaram a hóstia inacabada
Que no vil templo Apolo sepultara

E do cume a cósmica visão
Que Helena impingira ao sacripanta
Do dino povo fornica a razão
E a dor semeia, e a desgraça planta

Por mais maldito do medo, o grilhão
Aos torpes sábios a fome arrebata
Quando a virgem do ventre o embrião

Extirpa, descoberta a fronte e a pata,
Enquanto o genocídio ao sacro pão
O profeta ergue e o palhaço mata...

2 comentários:

  1. Meu caro, quanta inspiração!
    A verve é bocageana, pode crer.
    Abraços da
    Anamaria

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  2. li, reli e naum entendi nada. Mas dou o maior apoio.

    abracao

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