Paraprosdokian (do Grego "παρα-", significando "além" e "προσδοκία", significando "expectativa") é uma figura de linguagem na qual a última parte da frase é uma surpresa, de tal forma que faz o leitor ou ouvinte refazer a primeira parte. É frequentemente usada para efeito humorístico ou dramático, às vezes produzindo um anticlimax. Por esta razão, é muito popular entre comediantes em suas sátiras. Veja alguns exemplos abaixo:
Ø Eu pedi a Deus uma bicicleta, mas eu sei que Deus não trabalha dessa forma. Por isso, eu roubei uma bicicleta e pedi perdão..
Ø Não discuta com um idiota. Ele vai arrastar você pro nível dele e derrotá-lo por ser experiente.
Ø A última coisa que eu quero é machucar você. Mas, isso ainda está na minha lista.
Ø A luz viaja mais rápido do que o som. É por isso que algumas pessoas parecem brilhantes até que você as ouve falando.
Ø Se eu concordar com você, estaremos nós dois errados.
Ø O pássaro que madruga apanha a minhoca, mas é o segundo rato que apanha o queijo.
Ø O Jornal da Noite é onde eles começam com um “Boa Noite” e continuam até provar que não é uma boa noite.
Ø Roubar idéias de uma pessoa é plágio. Roubar de muitas é pesquisa.
Ø Um banco é um lugar que vai lhe emprestar dinheiro, se você pode provar que não precisa desse empréstimo.
Ø Por que uma pessoa acredita em você quando você diz que existem quatro bilhões de estrelas, mas vai checar quando você diz que a tinta está fresca?
Ø Por que os Americanos escolhem entre apenas dois candidatos para presidente e entre 50 para Miss America?
Ø Por trás de todo homem bem sucedido está sua mulher. Por trás do fracasso desse mesmo homem bem sucedido está normalmente uma outra mulher.
Ø Procure sempre tomar dinheiro emprestado de um pessimista. Ele não vai esperar que você pague mesmo.
Ø Um diplomata é alguém que pode mandar você para o inferno de tal forma que você vai ficar ansioso pela viagem.
Ø Hospitalidade: fazer seus convidados se sentirem como se estivessem em suas próprias casas, mesmo sendo o que você mais gostaria.
Ø Eu era muito indeciso. Agora não tenho muita certeza.
Ø Você nunca é velho demais para aprender alguma coisa estúpida.
Ø Para ter certeza de atingir o alvo, atire primeiro e chame de alvo qualquer coisa que você tenha atingido.
Ø Algumas pessoas ouvem vozes. Outras vêem pessoas invisíveis. Outras não têm um pingo de imaginação.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
A Tragédia Evitada
O meu cachorro Leco só corre ao redor da piscina no sentido anti-horário e isso me intrigava. Por que seria só no sentido anti-horário? Não que isso fosse importante, mas alguma coisa me dizia que poderia ser... E ainda ser muito mais importante do que uma descompromissada e leviana consideração sobre esse assunto pudesse levar a supor. Então, num belo dia, ao som de Oscar Peterson e inspirado pela terceira taça de um Cartuxa, tive um insight. Claro! Disse pra mim mesmo... Como não percebi isso antes? A resposta está na galáxia Andrômeda através dos seus vapores de tungstênio que provocam um refluxo endocósmico, que, já está provado, é o responsável pelo movimento de rotação do nosso planeta que, não por coincidência, é no sentido anti-horário. O dia e a noite, os fusos horários, o nosso bom humor, as cotações da bolsa e tantas coisas mais dependem visceralmente desses peremptórios vapores de tungstênio... Houve alguns dias em que estive tentado a fazer o meu cachorro mudar o sentido do seu rodopio... Agora, depois dessa constatação, fico apavorado só de pensar nas conseqüências que adviriam desse meu ato insano... Se eu forçasse o Leco a rodar no outro sentido, certamente terríveis catástrofes iriam acometer nosso planeta e, muito provavelmente, todo o nosso sistema solar. Eu iria me sentir muito mal se fosse eu o responsável por toda essa tragédia. Nunca iria me perdoar por isso. Mas, felizmente, eu me contive quanto aos meus impulsos naturais de contestar tudo o que se movimenta (com exceção do movimento dos quadris da mulata, é claro...) e deixei meu cachorro em paz em sua obstinação pelo anti-horário. Hoje continuo ouvindo Oscar Peterson e tomando um vinho mais barato (o Cartuxa não dá mais pra comprar...) e com a consciência tranqüila de não ter feito uma incomensurável besteira...
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Acaba?
O amor acaba. Acaba pra todo mundo? Sim, pra todos, menos pro poeta. Talvez porque assim como um político vive de falcatruas, um engenheiro de projetos, um poeta precisa do amor pra continuar vivendo. Mas ele sofre mais, porque o seu verdadeiro combustível é o amor passado, que não deu certo. O amor presente é uma felicidade efêmera, que inevitavelmente dará lugar a uma tristeza futura... E é disso que ele se alimenta... E quem é que não tem um pouco de poeta dentro de si?
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