segunda-feira, 2 de março de 2015

Ensaio Literário


Como disse Rousseau  em seu primeiro volume da filosofia renascentista: “A vida é sempre contemporânea nas profundezas do apocalipse”...

         É impossível, sob a ótica da literatura francesa, diferenciar a Nouvelle Vague do Romantismo. Ambos sofreram profunda influência do toque da alma dos autores, atormentados que foram pelo fantasma da desigualdade e racismo. Mas, por outro lado, dedicaram suas vidas ao   amor pela mulher amada, o que trouxe inspiração e, ao mesmo tempo, revolta pela rejeição.  Suas obras, por isso, permanecem até hoje referências profundas aos admiradores do Renascentismo.

         A Literatura do século passado sofreu amarga influência política das duas guerras e do avanço da tecnologia. Nem jornal se lê mais direito, quanto menos livros... Quem é que já leu “A Saga de Peristeu”, ou “A Revolta de Andrômeda”, ou “O Retorno De Quem Nunca Partiu?  Certamente pouquíssimos. Quem é hoje que, fora do mundo acadêmico, sabe interpretar corretamente o estilo romanesco da literatura canadense? E por aí vai...

          Mas o que é mais preocupante é que o leitor anda desatento ao que lê. Na maioria dos casos ele não consegue perceber a profusão de proparoxítonas afônicas do discurso de Shakespeare, o que lhe rouba, portanto, toda a sutileza do livre pensamento catatônico. Esse leitor desatento está aos poucos conduzindo a literatura universal às  masmorras de Brasília.

         Enfim, mais vale ser rei de tuas angústias, do que escravo de tuas ambivalências...