Como
disse Rousseau em seu primeiro volume da filosofia
renascentista: “A vida é sempre contemporânea nas profundezas do apocalipse”...
É impossível, sob a ótica da literatura
francesa, diferenciar a Nouvelle Vague do Romantismo. Ambos sofreram profunda
influência do toque da alma dos autores, atormentados que foram pelo fantasma
da desigualdade e racismo. Mas, por outro lado, dedicaram suas vidas ao amor pela mulher amada, o que trouxe
inspiração e, ao mesmo tempo, revolta pela rejeição. Suas obras, por isso, permanecem até hoje
referências profundas aos admiradores do Renascentismo.
A Literatura do século passado sofreu amarga
influência política das duas guerras e do avanço da tecnologia. Nem jornal se lê
mais direito, quanto menos livros... Quem é que já leu “A Saga de Peristeu”, ou
“A Revolta de Andrômeda”, ou “O Retorno De Quem Nunca Partiu? Certamente pouquíssimos. Quem é hoje que, fora
do mundo acadêmico, sabe interpretar corretamente o estilo romanesco da
literatura canadense? E por aí vai...
Mas
o que é mais preocupante é que o leitor anda desatento ao que lê. Na maioria
dos casos ele não consegue perceber a profusão de proparoxítonas afônicas do
discurso de Shakespeare, o que lhe rouba, portanto, toda a sutileza do livre
pensamento catatônico. Esse leitor desatento está aos poucos conduzindo a
literatura universal às masmorras de
Brasília.
Enfim, mais vale ser rei de tuas
angústias, do que escravo de tuas ambivalências...